domingo, agosto 03, 2014

Pesquisando candidatos na rede

Já se sabe que nestas eleições as redes sociais serão importantes para os resultados, embora só depois da apuração seja possível fazer uma avaliação das estratégias utilizadas pelos candidatos. Mesmo assim, sentir a recepção às propostas e imagens já é viável. A ferramenta Voto Conectado, inspirada em técnicas de monitoramento para empresas, já contabiliza as menções aos presidenciáveis e aos postulantes ao Palácio do Buriti.
O mais lembrado entre os candidatos a governador do Distrito Federal foi quem ocupa a cadeira atualmente, Agnelo Queiroz (PT). Foram 34.519 citações, onde quase 80% delas foram feitas no Facebook. Talvez por estar no exercício do cargo, por conta das obras entregues e até pela avaliação em baixa até o fim do ano passado, o petista se manteve em primeiro.
Depois dele vem José Roberto Arruda (PR), com 17.165 citações. O ex-governador é apontado como líder das pesquisas e antes de perder o cargo teve uma das melhores avaliações em todo o País. A volta quase repentina à política – filiou-se ao PR no fim do ano passado – pode ter feito com que Arruda fosse menos citado do que poderia. Em terceiro lugar está o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), com 9.458 menções, seguido de Luiz Pitiman, 7.828, e Toninho do PSOL, lembrado 5.631 vezes.
Falem bem ou mal
Vale lembrar que o levantamento mede apenas as citações aos candidatos e, não, se elas são positivas ou negativas. Por isso, resta saber se na web também se encaixa a máxima de “Falem mal, mas falem de mim”. O Scup, desenvolvedor da ferramenta, já oferece esse tipo de monitoramento a empresas. De acordo com o Scup, as redes sociais representam um ambiente propício a críticas, já que, em números gerais, 37% das menções  são negativas e 22% são positivas.
Outra ressalva é que o Voto Conectado não conta um filtro para perfis falsos. Ou seja, o sistema  contabiliza as menções artificiais.
Se o assunto são os páginas dos candidatos nas redes sociais, o quadro se inverte drasticamente. O líder de seguidores no Facebook é Luiz Pitiman, com 46.050. O segundo lugar é de Rodrigo Rollemberg, com 39.364 curtidas, seguido por Agnelo Queiroz, com 14.753 fãs. Os dois últimos lugares ficam quase em empate técnico. A página de Arruda foi curtida por 7.698 pessoas e Toninho por 6.121 internautas.

Compartilhar informações dos amigos
 
Contar com grandes quantidades de seguidores pode não significar muita coisa. Menções à parte, o que pode afetar — e baixar —  o nível da campanha são os tradicionais boatos lançados na web por adversários. 
 
O cientista político Lúcio Teles, doutor em Informática e Educação, avalia também que o papel da web será medido após os resultados. Caberá ainda aos especialistas mensurar a que ponto as redes sociais terão influência frente à campanha na televisão. “Muitos usuários compartilham postagens sem saber se constituem verdades sobre alguns candidatos, já que são informações muitas vezes repassadas por amigos. Se o boato coincide com a simpatia do internauta, ele repassa, sem dúvida”, explicou o especialista
 
INTERAÇÃO
 
A interação, de acordo com Teles, também pode ser decisiva nos ganhos proporcionados pela internet. “É um dos fatores que difere a internet dos comícios, onde o candidato cumprimenta um pequeno grupo de pessoas e não se aprofunda com quase ninguém. Mesmo que não seja o candidato respondendo as perguntas e sim a sua equipe, é interessante que exista essa interação”, disse.
 
Saiba mais
 
A contratação de um  serviço para promoção das páginas – quando a rede social sugere que usuários curtam ou sigam um perfil – é vedada pela legislação eleitoral. 
 
Entretanto, esse tipo de instrumento foi utilizado e acabou alavancando páginas de candidatos. 
No fim das contas, a promoção é uma das ferramentas que influencia o total de seguidores nas redes sociais.
O Ministério Público Eleitoral diz ter atuado com rigor em casos assim.
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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