A polêmica comercialização de camisetas nos Estados Unidos com conotação sexual para a Copa do Mundo mostra como ainda é preciso avançar no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. Somos o primeiro país da América Latina e o segundo no mundo no ranking de registros deste abuso. Quando a Adidas colocou à venda sua infeliz série para a Copa com o apelo do "paraíso tropical" ligado à caricatura vulgar do erótico que coloca o corpo da mulher como mercadoria, ela demonstrou o grau de desrespeito ao país. Devemos dar o exemplo nesta Copa do Mundo, não só com o nosso repúdio a desrespeitos como este, não só coibindo a ação de aliciadores ou de uma clientela em potencial deste tipo de abuso, mas repensando a atenção com a criança e o adolescente em todos os âmbitos: da saúde, da educação e cultura, do apoio e orientação psicológica, com oportunidades efetivas de inclusão, seja para as crianças que realmente estão em condição de rua ou para aquelas que vivem em um ambiente impróprio para sua infância e formação.
Imagem: Portal da Copa | Ministério do Esporte do Brasil









0 comentários:
Postar um comentário