domingo, junho 28, 2015

Rollemberg acredita que não há motivos para criação de CPI


As 22 assinaturas de deputados não devem se transformar em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o polêmico vazamento de áudios de uma reunião entre os parlamentares e o governador Rodrigo Rollemberg. Esta é a avaliação do próprio governador. 

Diante dos holofotes, os parlamentares se revoltaram com o vazamento de áudios de uma reunião entre eles e o chefe do Executivo no Buriti. Na conversa, os distritais pedem, abertamente, cargos e espaço na máquina pública. Indignados, os políticos engatilharam a abertura de uma investigação pela Câmara Legislativa. O governador pondera: “Acho que não tem motivo nenhum para ter uma CPI. Acho que isso não vai prosperar”. 

Desde o primeiro momento da divulgação dos áudios pela internet, o governo se posicionou ao lado dos deputados e defendeu que a conversa na reunião foi normal e dentro da legalidade. O GDF abriu uma investigação na Polícia Civil, acionando o próprio diretor-geral, Eric Seba. Além disso, levantou o discurso de que as gravações foram editadas, justamente para minar as relações entre Executivo e Legislativo.

“Entendo que essa não é uma agenda da cidade. A cidade quer uma agenda do desenvolvimento, quer uma agenda da melhoria da qualidade dos serviços públicos. É nessa agenda que nós estamos interessados”, afirmou. 

Ato simbólico
Pelos bastidores, comenta-se que a coleta de assinaturas foi feita como um ato simbólico. Muitos parlamentares estão receosos quanto à abertura de uma CPI. Afinal, eles próprios também seriam alvo de apuração.

Reaproximação
Mesmo diante do redemoinho político do vazamento das gravações, o Buriti planeja continuar com o projeto de reconstrução das pontes políticas. Nos primeiros seis meses de poder, o governo adotou uma postura extremamente fechada, tendo todas as decisões centralizadas. Postura que gerou desgaste não apenas com a Câmara, mas com os partidos aliados.

A reabertura começou com a renovação do diálogo com o PDT em consecutivas reuniões desde a semana passada. O governador até chamou o partido para o Conselho Político.  

“Nosso objetivo é fazer na semana que vem fazer uma reunião mais ampla, procurando fazer uma prestação de contas dos nossos primeiros seis meses de governo”, revelou.

O governo estuda chamar para a conversa os partidos aliados e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Na reunião, o Buriti promete, mais uma vez, mostrar com clareza quais serão as prioridades para os próximos meses.

Saiba mais
Nas gravações, os deputados falam que o governo precisa redistribuir as “fatias do bolo” para atender à todos os aliados de forma igualitária.

Os parlamentares declaram que o governo não tem um “secretário deputado” e que a classe política não estaria dentro do governo.

Rollemberg garantiu que o governo não tem “preocupação nenhuma” com o conteúdo das conversas que se tem no Buriti.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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