sexta-feira, junho 19, 2015

Número de endividados no DF cai, mas inadimplência aumenta em maio


Levantamento da Fecomércio, divulgada nesta quarta (17), aponta que o número de famílias endividadas no Distrito Federal passou de 620.441 em abril para 609.034 em maio de 2015. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), essa foi a primeira queda no ano (redução de 11,4 mil famílias). O percentual de famílias com algum tipo de dívida na capital do País foi de 82,3%, índice menor do que o registrado em abril (83,8%). No entanto, o universo das famílias com contas em atraso aumentou de 68.098 para 73.471.

Para o presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, a queda no nível de endividamento ocorreu porque houve uma redução nas compras à prazo e não por causa da quitação das dívidas. Ainda segundo ele, desde fevereiro os índices da pesquisa mostram crescimento mensal no total de inadimplentes. “O crescimento na inadimplência indica uma situação de fragilidade no controle das finanças pessoais, puxado principalmente pela classe que ganha até 10 salários mínimos. Em abril, 12,5% desse grupo tinha alguma dívida atrasada. Em maio, esse mesmo percentual passou para 13,4%”, destaca Santana.

A pesquisa mostra que em maio de 2015, assim como em meses anteriores, o grande instrumento gerador de dívida continuou sendo o cartão de crédito. Do total dos endividados, 89,4% se declararam comprometidos nessa modalidade. Dentre as famílias com contas em atraso, 42,3% disseram ter condições de quitar suas dívidas totalmente, 54,3% afirmaram ter condições de quitar o montante parcialmente e 2,7% afirmaram não ter condições de quitar a dívida.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) foi realizada com uma amostra de 600 famílias. O estudo serve para orientar os empresários dos setores de comércio, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica para o incremento das vendas, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor e sua percepção em relação à capacidade de pagamento.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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