O apresentador "Zeca Urubu" tentou se desculpar nesta segunda-feira da crônica feita por ele e divulgada no Jornal das 10, da Globo News, no último sábado. No texto, uma reflexão sobre a comoção nacional em torno da morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo, o jornalista compara o fato com a popularidade dos livros para colorir, como uma prova da “atual pobreza da alma cultural brasileira”. Ele também afirma que o cantor “talvez tenha morrido cedo demais para provar que poderia ser uma paixão nacional”. A reflexão, claro, se tornou alvo de comentários raivosos, que levaram Camargo a tentar se redimir durante o VídeoShow, onde chamou o cantor de “Cristiano Ronaldo” e também em seu blog, com um texto em que explica o que quis dizer durante o jornal.
“Então agora o negócio é comigo. Muito bem. Não tenho medo das minhas opiniões até porque, está claro para mim que minha crítica não era ao artista nem aos luto dos fãs, mas à cobertura que se fez e ao vazio do discurso sobre cultura no Brasil”, diz Camargo. “Como uma amiga comentou, só posso ser responsável pelo que escrevo, não pelo que os outros entendem. Aceito ser o foco agora desta catarse – até por admiração ao cantor. É disso que os fãs precisam agora? Sirvam-se”.
Nas redes sociais, os sertanejos criaram uma corrente contra a crônica e nomes como a dupla Henrique e Juliano, Fernando e Sorocaba e Israel Novaes publicaram imagens em que aparecem de ouvidos tapados como forma de protesto e puxaram a hashtag #QuemEZecaCamargo.
“Cristiano Araújo, porém, com todo seu carisma e talento, floresceu numa época diferente do pop, quando as carreiras são mais ‘relâmpago’ e com um quociente de adoração ‘imediato’. Seu fãs de coração, atônitos diante da perda, abraçaram qualquer gesto solidário – mesmo de quem nunca havia ouvido falar do cantor”, argumenta. “Munidos apenas da emoção – e de uma má interpretação da minha crônica – esses fãs acreditaram, alimentados por uma meia dúzia de comentários confusos, que eu os acusava de alguma coisa, ou pior, que eu apontava o dedo para seu ídolo, quando na verdade eu tentava entender o que faz justamente o outro grupo – o de ‘não fãs’ – a reagir da maneira como o fizeram”, explicou o jornalista.









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