KIEV - O governo ucraniano mobilizará seus reservistas para garantir a segurança e integridade de seu território, anunciou neste domingo o chefe do Conselho de Segurança Nacional , depois de o Parlamento russo aprovar no sábado o uso da força na Ucrânia. O responsável pelo órgão, Andrii Parubii, afirmou que o Ministério da Defesa deve "convocar todos aqueles que as forças armadas precisarem agora".
O objetivo da medida, segundo ele, é "garantir a segurança e integridade territorial do da Ucrânia após a "violação por parte da Rússia de acordos bilaterais, especialmente em relação à frota do Mar Negro".
- O Ministério da Defesa deve organizar exercícios de treinamento com os reservistas dentro dos prazos estabelecidos pelo Estado Maior do Exército - acrescentou Parubii. - Precisamos de um exército unido.
O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, condenou o movimento da Rússia e disse que o país está ameaçando a paz na Europa com suas ações militares na Ucrânia. Ele fez um apelo para que o governo russo reduza imediatamente as tensões:
- O que a Rússia está fazendo agora na Ucrânia viola o princípio da carta das Nações Unidas. Ameaça a paz e a segurança na Europa - afirmou Rasmussen a repórteres em Bruxelas antes de uma reunião dos embaixadores da Otan.
Rasmussen pediu para que todas as partes "continuem todos os esforços para afastar essa situação perigosa".
O Papa Francisco, por sua vez, falando a milhares de pessoas na Praça de São Pedro durante sua tradicional aparição de meio-dia de domingo, pediu diálogo e exortou os líderes mundiais a resolverem a crise na Ucrânia.
- Eu estou fazendo um apelo urgente à comunidade internacional: apoie todas as iniciativas de diálogo e harmonia - disse o Pontífice.
A pedido do presidente da Rússia, Vladimir Putin, a Câmara Alta do Parlamento russo aprovou no sábado o uso de forças armadas em território ucraniano "até que a situação política no país se normalize".
No sábado, o governo interino ucraniano denunciou a presença de mais de 15 mil soldados russos, dezenas de tanques e veículos blindados na região ucraniana da Crimeia - embora o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, garantisse que o presidente ainda não decidira se enviaria ou não tropas adicionais. Olexander Turchynov, presidente interino, colocou o Exército em alerta máximo de combate.
A Ucrânia está sendo disputada por forças pró-Rússia e pró-Europa após a desistência do presidente deposto Viktor Yanukovich de assinar um acordo de aproximação com a União Europeia em novembro.







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