Do BOL, em São Paulo
- Reprodução
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara entrou com requerimento ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) pedindo a retirada do comercial do Guaraná Antarctica, estrelado pelo jogador Neymar, sob acusação de promover 'bullying com estrangeiros no Brasil'.
Na propaganda, produzida pela agência DM9DDB, o jogador faz uma 'pegadinha' com amigos gringos ao ensiná-los, por escrito, a pedir o refrigerante em quiosque de uma praia brasileira.
"Um jogador de futebol, respeitado no Brasil e no exterior, questionado por um turista sobre como pedir a bebida, ele ensina: um guaraná para o água de salsicha, um 'garrana' para o filhote de cruz credo. Ainda tem serra pelada e cão chupando manga… Fácil ver. Não se trata de apenas mais uma propaganda criativa. Trata-se da promoção do bullying, sua forma de praticá-lo, determinando inclusive seu público alvo: o turista em visita ao Brasil, no ano em que se realiza a Copa do Mundo", diz o requerimento do deputado Marcos Rogério (PDT-RO).
O ofício, também assinado pelas deputadas Érika Kokay (PT-DF) e Janete Rocha Pietá (PT-SP) e os deputados Domingos Dutra (SDD-MA), Nilmário Miranda (PT-MG) e Jean Wyllys (Psol-RJ), pede ainda ao Conar que oriente as empresas a evitarem qualquer propaganda que possa violar os princípios da dignidade humana.
Em comunicado à imprensa, a Ambev, grupo do qual a Antarctica faz parte, lamentou que o comercial tenha sido mal interpretado e afirmou que não houve intenção de discriminar quem quer que seja.
De acordo com o Conar, o caso deve ser analisado ainda neste mês. Segundo a organização, um processo contra a propaganda foi aberto em 19 de fevereiro após o recebimento de mais de 50 reclamações de consumidores.








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