Alta temperatura não vai embora com o fim do verão. Saiba se cuidar
Dicas paras os dias de calor
Manuela Rolim
manuela.rolim@jornaldebrasilia.com.br
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O verão começa a se despedir, mas o calor e a alta temperatura ainda não dão sinais de quererem ir embora. E, com eles, permanece o desconforto gerado pelo clima quente, que pode ser sentido em quase todas as estações e exige cuidados, conforme diz o especialista em medicina preventiva e longevidade Fábio Cardoso.
De acordo com ele, o corpo é o grande prejudicado nos dias de maior calor, por isso é necessário estar atento aos sinais do organismo para evitar algum problema grave. "As temperaturas elevadas podem aumentar o risco de morte precoce por doenças cardiovasculares. Além de poder causar infarto e derrame, a exposição ao calor extremo é capaz de alterar a pressão arterial, a espessura do sangue, as taxas de colesterol e a frequência cardíaca", informa.
Além disso, Fábio alerta para a insolação, que traz pele seca e vermelha, aumento da temperatura corporal, dores de cabeça, náuseas ou vômitos, pupilas diminuídas, pulso cardíaco forte e irregular e até perda da consciência em casos mais extremos. "O organismo é resfriado pela transpiração, porém, em situações de muito calor, esse mecanismo não é suficiente. Nesse caso, a temperatura corporal de um indivíduo pode ficar muito elevada com rapidez, podendo danificar o cérebro e outros órgãos vitais. Por isso, é importante prestar atenção quando ocorre um desequilíbrio da temperatura corporal e tornar os devidos cuidados", aconselha.
Choque
O médico ressalta a preocupação com o choque térmico no verão. Segundo ele, mudanças bruscas de temperatura exigem grande esforço de adaptação do organismo. "No calor, os vasos se dilatam e a pressão cai. No frio, é o contrário, ou seja, há vasoconstrição, que dispara a pressão arterial. Em ambos os casos, o coração acaba sobrecarregado. Por isso as pessoas precisam tomar cuidado ao sair de uma sauna para uma ducha fria, ou do ar-condicionado para a rua, por exemplo", explica.
Além de infecções respiratórias, o choque térmico leva a arritmias cardíacas, alterações metabólicas e pulmonares e em todo o sistema cardiovascular, que, quando comprometido, amplia o risco de infarto e derrame cerebral, podendo até provocar uma parada cardíaca.
Para a estudante Jéssica Rossignolli, nos dias mais quentes, apostar em uma rotina saudável é questão de sobrevivência. Segundo ela, por ser uma pessoa de pele muito clara, os cuidados com as altas temperaturas devem ser ainda maiores. "De maneira geral, meu corpo não suporta o clima quente, pois sofro com alergias e a secura acaba com minha pele, boca e até cabelo. Por isso, opto por amenizar esses sintomas bebendo água, comendo frutas, utilizando protetor solar e até guarda-chuva para me proteger dos raios", conta Jéssica.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília








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