O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, disse hoje (24) ter "sérias dúvidas" sobre a legitimidade dos órgãos de comando na Ucrânia, designados após a destituição, no sábado (22), do presidente Viktor Ianukóvitch.
“A legitimidade de um conjunto de órgãos no poder suscita sérias dúvidas. Se considerarmos que as pessoas que andam em Kiev [capital da Ucrânia] com máscaras negras e com kalashnikov [AK-47] são do governo, então será muito difícil trabalharmos com tal governo”, informou Medvedev.
Essas declarações do premiê da Rússia foram a primeira reação pública de uma autoridade do país, depois da chegada ao poder das forças da oposição. A crise política ucraniana começou há cerca de três meses e ficou marcada por violentos confrontos.
O primeiro-ministro russo também criticou a atitude dos países ocidentais em relação ao novo poder ucraniano, qualificando o reconhecimento ocidental de "aberração”.
“Alguns dos nossos parceiros ocidentais consideram que é legítimo [o reconhecimento]. Não sei qual foi a Constituição que leram, mas me parece que é uma aberração considerar legítimo o que na verdade é o resultado de uma revolta”, concluiu.
A União Europeia (UE) e vários países (Polónia, Alemanha, França e Estados Unidos) reconheceram as decisões do Parlamento ucraniano, que destituiu Ianukóvitch e designou Olexandre Turchinov presidente interino. A crise política na Ucrânia começou com a decisão de Ianukóvitch de suspender os preparativos para a assinatura de um acordo de associação com a UE e de integrar uma união aduaneira com a Rússia, a Bielorrúsia e o Cazaquistão.
Fonte: Agência Brasil








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