Policias do 4º Batalhão da Polícia Militar, do Guará II, se recusaram ontem (07) à noite a fazer o patrulhamento nas novas viaturas entregues pelo GDF. Eles alegam que não possuem curso específico para conduzir os veículos. Esse treinamento teria que ser feito pela própria PM.
A recusa acabou criando um impasse na corporação, já que os policias só aceitariam fazer a patrulha se os oficiais se dispusessem a assinar um termo de responsabilidade, o que não teria ocorrido.
Em função disso, o comando da unidade determinou que um grupo de policiais militares fosse levado em um micro-ônibus até a Estrutural para fazer, a pé, a ronda que já estava programada.
Hoje de manhã o patrulhamento era feito a pé e os policiais usam os seus carros particulares para se dirigirem aos locais que eram enviados. Segundo nota da Assessoria da Polícia Militar, não haverá risco para a população, pois muitas viaturas com pessoas capacitadas a dirigi-las estão sendo remanejadas para atender os casos mais graves.
Em entrevista a uma emissora de tv o comandante-geral da Polícia Militar, Anderson Moura, afirmou que até o fim do dia será expedida uma portaria que será enviada aos batalhões de todo DF autorizando os policias a dirigirem as viaturas.
BRECHA
Os PMs iniciaram o movimento com base numa brecha do Código de Trânsito Brasileiro. Eles argumentam que somente policiais militares aprovados em curso de prática veicular em situação de risco podem realizar atividades de policiamento ostensivo na condução de veículo de emergência.
Ontem (07), o comandante-geral da Polícia Militar, Anderson Moura, promoveu mudanças no quadro da corporação. Foram trocados os comandantes de oito batalhões, além dos chefes operacionais. As mudanças foram publicadas na edição de ontem do Diário Oficial do DF. No total, foram 28 exonerações e 25 nomeações.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília









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